The present article sums up an ongoing research into an assorted group
of site-specifi c objects developed by Gordon Matta-Clark (1943-1978). I turned my scope into the way his works advance a perception of urban isolation,
voyeurism and physical bareness in the space-time conjuncture of late
modernity.
This article also argues that G.M-C interest on the concept of open building
surgery and his extractive performance on the demise of a built environment
explores the visual and semantic ambiguities that defi ne the two chief western
culture approaches surrounding the appropriation and transformation of
humanized space: one takes space as an abstract entity, a trope of geometry,
a fi gure-ground relation, but in fact mediating it through western aesthetics,
class differentiation, serialization, property laws and bureaucracy. The other
approach assumes space as an anthropological and non-productive construction.
A construction based on metaphorical processes and where poetic and
visual analogies have their social and cultural returns. We can clearly contextualize
as subjects of this dialectic the derivative non-objects that range from
Bronx Floors (1973) to the Parisian site-specifi c Conical Intersect (1975).
O presente artigo resume uma investigação ainda em curso sobre um grupo
variado de objetos site-specifi cs desenvolvidos por Gordon Matta-Clark (1943-
-1978) entre 1973-1978.
O meu interesse foca-se no modo como os seus trabalhos artísticos percepcionam
e problematizam temas como o isolamento, o voyeurismo e o vazio
urbano na conjuntura espaço temporal da modernidade tardia. Coloco também
a hipótese de que o interesse de GM-C pela abertura cirúrgica de superfícies
em edifícios abandonados, que o seu desempenho extractivo em torno
da morte de um ambiente construído pretende dialectizar as ambiguidades
visuais e semânticas que defi nem as duas principais concepções ocidentais de
apropriação e transformação do espaço humanizado: uma que compreende e
trabalha o espaço como uma entidade abstracta, como um tropo da geometria
cartesiana, uma relação fi gura-fundo desligada da história, mas que na verdade
se defi ne historicamente como uma concepção mediada e construída pela estética
ocidental, pela diferenciação de classes, pela serialização e pelas leis da
propriedade e da burocracia. A outra abordagem confi gurando o espaço como
uma construção antropológica e improdutiva. Uma construção fundada em
processos metafóricos e onde a poética do sensível e as analogias visuais têm
a sua retroactividade social e cultural.
Podemos contextualizar como agentes dessa dialéctica o seu corpo de trabalho
posicionado entre os Bronx Floors (1973) e o site-specifi c parisiense
Conical Intersect (1975).
The present article sums up an ongoing research into an assorted group
of site-specifi c objects developed by Gordon Matta-Clark (1943-1978). I turned my scope into the way his works advance a perception of urban isolation,
voyeurism and physical bareness in the space-time conjuncture of late
modernity.
This article also argues that G.M-C interest on the concept of open building
surgery and his extractive performance on the demise of a built environment
explores the visual and semantic ambiguities that defi ne the two chief western
culture approaches surrounding the appropriation and transformation of
humanized space: one takes space as an abstract entity, a trope of geometry,
a fi gure-ground relation, but in fact mediating it through western aesthetics,
class differentiation, serialization, property laws and bureaucracy. The other
approach assumes space as an anthropological and non-productive construction.
A construction based on metaphorical processes and where poetic and
visual analogies have their social and cultural returns. We can clearly contextualize
as subjects of this dialectic the derivative non-objects that range from
Bronx Floors (1973) to the Parisian site-specifi c Conical Intersect (1975).
O presente artigo resume uma investigação ainda em curso sobre um grupo
variado de objetos site-specifi cs desenvolvidos por Gordon Matta-Clark (1943-
-1978) entre 1973-1978.
O meu interesse foca-se no modo como os seus trabalhos artísticos percepcionam
e problematizam temas como o isolamento, o voyeurismo e o vazio
urbano na conjuntura espaço temporal da modernidade tardia. Coloco também
a hipótese de que o interesse de GM-C pela abertura cirúrgica de superfícies
em edifícios abandonados, que o seu desempenho extractivo em torno
da morte de um ambiente construído pretende dialectizar as ambiguidades
visuais e semânticas que defi nem as duas principais concepções ocidentais de
apropriação e transformação do espaço humanizado: uma que compreende e
trabalha o espaço como uma entidade abstracta, como um tropo da geometria
cartesiana, uma relação fi gura-fundo desligada da história, mas que na verdade
se defi ne historicamente como uma concepção mediada e construída pela estética
ocidental, pela diferenciação de classes, pela serialização e pelas leis da
propriedade e da burocracia. A outra abordagem confi gurando o espaço como
uma construção antropológica e improdutiva. Uma construção fundada em
processos metafóricos e onde a poética do sensível e as analogias visuais têm
a sua retroactividade social e cultural.
Podemos contextualizar como agentes dessa dialéctica o seu corpo de trabalho
posicionado entre os Bronx Floors (1973) e o site-specifi c parisiense
Conical Intersect (1975).