“Por sere mto nescesarios para o seruico desta See” charamelas full‑time admission to Coimbra’s Cathedral Music Chapel (16th‑17th centuries)
Resumo
It is still often matter of active debate whether the 16th‑
and even first half
of the 17th‑century
polyphony used instruments or not. This paper argues
that very likely the major Portuguese cathedrals were, along with the
Spanish, the first in Europe to employ full‑time
instrumentalists.
Through Coimbra’s cathedral, it will be showed that the admission of those
laymen into the ecclesiastical establishment was not without consequences,
both financial and social.
Mesmo entre aqueles mais próximos da História da Música, é ainda latente
a concepção oitocentista de uma polifonia do Século de Ouro interpretada
(e idealizada) a capella. O presente trabalho pretende contribuir para uma
revisão desse ideário sugerindo que as catedrais portuguesas terão
acompanhado as suas congéneres espanholas naquele que parece ter sido
um movimento precoce no espaço europeu: a contratação permanente de
um grupo instrumental por parte das principais igrejas.
Focado na sé de Coimbra, procurar‑se‑á
mostrar como essa incorporação de
um grupo leigo de charamelas implica um esforço financeiro e humano
consideráveis por parte da instituição eclesiástica.
“Por sere mto nescesarios para o seruico desta See” charamelas full‑time admission to Coimbra’s Cathedral Music Chapel (16th‑17th centuries)
Resumo
It is still often matter of active debate whether the 16th‑
and even first half
of the 17th‑century
polyphony used instruments or not. This paper argues
that very likely the major Portuguese cathedrals were, along with the
Spanish, the first in Europe to employ full‑time
instrumentalists.
Through Coimbra’s cathedral, it will be showed that the admission of those
laymen into the ecclesiastical establishment was not without consequences,
both financial and social.
Mesmo entre aqueles mais próximos da História da Música, é ainda latente
a concepção oitocentista de uma polifonia do Século de Ouro interpretada
(e idealizada) a capella. O presente trabalho pretende contribuir para uma
revisão desse ideário sugerindo que as catedrais portuguesas terão
acompanhado as suas congéneres espanholas naquele que parece ter sido
um movimento precoce no espaço europeu: a contratação permanente de
um grupo instrumental por parte das principais igrejas.
Focado na sé de Coimbra, procurar‑se‑á
mostrar como essa incorporação de
um grupo leigo de charamelas implica um esforço financeiro e humano
consideráveis por parte da instituição eclesiástica.