Based on testimonies from women and men who experienced leprosy
on their lives and bodies, the mechanisms that naturalize the stigma inscribed on
leprosy, as well as it’s incorporation as ontology for people with leprosy, are critically
questioned. Regarding an analytical disentangle between leprosy and stigma, the
persistence of the previous on the public identity of people with leprosy (produced
on the epistemological and political territories of modernity) will be scrutinized,
in articulation with the phenomenological universes that substantiate this disease,
and the social responses to it. Avoiding the reiteration of a dichotomist perspective
which encloses agency in the antinomy between power and resistance, use will be
made of Lévi-Strauss’s (1981) cogitation about the mask as a device which sutures
an apparent contradiction between expression and intentionality.
A partir dos testemunhos de mulheres e homens que conheceram a lepra
nos seus corpos e nas suas vidas, delineou-se um eixo hermenêutico que questiona
os mecanismos de naturalização do estigma cravado na lepra, bem como a sua
incorporação como ontologia do doente de lepra. Em vista a um desenlace analítico
do nexo simbólico entre a lepra e o estigma, buscar-se-á entender a persistência do
último na orla da identidade pública das pessoas enfermas de lepra (edificada nos
territórios epistemológicos e políticos da modernidade ocidental), em articulação
com os universos fenomenológicos que substanciam esta enfermidade e as respostas
sociais que lhe são dirigidas. Atalhando a reiteração de um olhar dicotómico que
encerra a agência na antinomia entre poder e resistência, far-se-á uso da cogitação de
Lévi-Strauss (1981) sobre a máscara, enquanto dispositivo que sutura uma aparente
contradição entre a expressão e a intencionalidade.
Based on testimonies from women and men who experienced leprosy
on their lives and bodies, the mechanisms that naturalize the stigma inscribed on
leprosy, as well as it’s incorporation as ontology for people with leprosy, are critically
questioned. Regarding an analytical disentangle between leprosy and stigma, the
persistence of the previous on the public identity of people with leprosy (produced
on the epistemological and political territories of modernity) will be scrutinized,
in articulation with the phenomenological universes that substantiate this disease,
and the social responses to it. Avoiding the reiteration of a dichotomist perspective
which encloses agency in the antinomy between power and resistance, use will be
made of Lévi-Strauss’s (1981) cogitation about the mask as a device which sutures
an apparent contradiction between expression and intentionality.
A partir dos testemunhos de mulheres e homens que conheceram a lepra
nos seus corpos e nas suas vidas, delineou-se um eixo hermenêutico que questiona
os mecanismos de naturalização do estigma cravado na lepra, bem como a sua
incorporação como ontologia do doente de lepra. Em vista a um desenlace analítico
do nexo simbólico entre a lepra e o estigma, buscar-se-á entender a persistência do
último na orla da identidade pública das pessoas enfermas de lepra (edificada nos
territórios epistemológicos e políticos da modernidade ocidental), em articulação
com os universos fenomenológicos que substanciam esta enfermidade e as respostas
sociais que lhe são dirigidas. Atalhando a reiteração de um olhar dicotómico que
encerra a agência na antinomia entre poder e resistência, far-se-á uso da cogitação de
Lévi-Strauss (1981) sobre a máscara, enquanto dispositivo que sutura uma aparente
contradição entre a expressão e a intencionalidade.