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De «patêgos» e «saltins»: itinerância, fronteira e comunidade no circo

Sobre o item

Resumo
Why is circus itinerant? It is certainly much more than the imperative to survive or a requirement of the performative genre itself. This article proposes that the itinerancy of circus companies is an established way of life, handed down from generation to generation, as a part of reproductive strategy that articulates family organization, professional standing and spatial mobility. By following the various moments within a journey, we shall try to understand the manner through which itinerancy becomes part of the lives of these people, providing them with a unique self-perception and vision of the world in which they travel. In the circus milieu, where administrative frontiers are virtually meaningless abstractions, itinerancy becomes fundamental in clearly delimiting the symbolic frontiers of communities.
O que leva o circo a viajar? Mais do que apenas o resultado de um imperativo de sobrevivência ou um elemento performativo central, este artigo propõe que a itinerância das companhias constitui uma forma de vida que se transmite de pais para filhos, num processo de reprodução que articula a organização familiar, a condição profissional e a mobilidade espacial. Seguindo os vários momentos da viagem, procurar-se-á compreender de que forma a itinerância se inscreve nas vidas dos indivíduos, concedendo-lhes uma percepção singular de si mesmos e do mundo em que vivem. No meio circense, onde as fronteiras administrativas são pouco mais do que abstrações sem grande importância, a itinerância constitui o elemento que permite a clara demarcação das fronteiras simbólicas da comunidade.
DOI
10.14195/2182-7982_18_4
Acesso
open access
ISSN
0870-0990
2182-7982 (digital)
Coleção Digital
Impactum
B1
Local de publicação
Coimbra
Idioma
Português
Tipo
Artigo
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