This article is based on the utilisation of Edward Bruner and Phyllis Gorfain’s
notion of dialogic narration to consider the social and political processes behind
the discovery of paleolithic petroglyphs in the Côa valley. The discourses about
the petroglyphs were constituted within the arqueological community, in relation
to discourses previously uttered, and especially in relation to the interpretations
of André Leroi-Gourhan. However, they have been also constituted in the relation
to alternative stories; for example in opposition to the discourses that date the petroglyphs to recent times. This article gives special attention to the processes
of visualization and the construction of scientific images that inform our perception
of Côa petroglyphs.
Este artigo recorre à noção de estória dialógica apresentada por Edward Bruner e
Phyllis Gorfain para pensar os processos sociais e políticos que se encontram subjacentes
à descoberta arqueológica das gravuras paleolíticas do vale do Côa.
Procura-se demonstrar como os discursos sobre as gravuras foram produzidos no
interior da comunidade arqueológica, em interação com discursos por ela anteriormente
elaborados, difundidos e suportados, e, em particular, com os de Leroi-
Gourhan, inseridos numa narrativa sobre a história da disciplina que os legitima,
e respondem às versões alternativas que se lhes opõem - neste caso, aos discursos
dos especialistas em datação absoluta sobre a cronologia pós-paleolítica das
gravuras. Conferindo especial atenção aos processos de visualização, este artigo
procura também demonstrar como se constituíram as imagens científicas das
gravuras do Côa que estruturam a sua de (per si) difícil perceção.
This article is based on the utilisation of Edward Bruner and Phyllis Gorfain’s
notion of dialogic narration to consider the social and political processes behind
the discovery of paleolithic petroglyphs in the Côa valley. The discourses about
the petroglyphs were constituted within the arqueological community, in relation
to discourses previously uttered, and especially in relation to the interpretations
of André Leroi-Gourhan. However, they have been also constituted in the relation
to alternative stories; for example in opposition to the discourses that date the petroglyphs to recent times. This article gives special attention to the processes
of visualization and the construction of scientific images that inform our perception
of Côa petroglyphs.
Este artigo recorre à noção de estória dialógica apresentada por Edward Bruner e
Phyllis Gorfain para pensar os processos sociais e políticos que se encontram subjacentes
à descoberta arqueológica das gravuras paleolíticas do vale do Côa.
Procura-se demonstrar como os discursos sobre as gravuras foram produzidos no
interior da comunidade arqueológica, em interação com discursos por ela anteriormente
elaborados, difundidos e suportados, e, em particular, com os de Leroi-
Gourhan, inseridos numa narrativa sobre a história da disciplina que os legitima,
e respondem às versões alternativas que se lhes opõem - neste caso, aos discursos
dos especialistas em datação absoluta sobre a cronologia pós-paleolítica das
gravuras. Conferindo especial atenção aos processos de visualização, este artigo
procura também demonstrar como se constituíram as imagens científicas das
gravuras do Côa que estruturam a sua de (per si) difícil perceção.