Objective: To describe and analyze
the eating habits of a sample of students of
both sexes and different age groups of the
Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém,
Amazonia, Brazil. Introduction: Eating habits
are developed during infancy and adolescence,
and with entrance into the university
factors such as social environment and convenience
begin to strongly condition eating
behavior. In general, studies of other regions
of Brazil show a quite inadequate consumption
of micro- and macronutrients among university students, which can be detrimental
to their health in the future. However, there
are no studies of eating habits of Amazonian
college students. Methods: The study design
was transversal and qualitative. Twenty two
randomly selected graduate students from
UFPA, between 18 and 27 years old answered
a semi-structured questionnaire designed to
investigate eating habits and frequency. The
sample was closed by the technique of saturation
and the answers were analyzed using
the technique of content analysis. Results:
The majority of college students interviewed
have meals in adequate numbers and time
periods daily, corresponding to 54.5% and
59.0% of the sample respectively. However,
most eat large amounts of foods rich in calories;
81.8% ingest foods from the fats, oils and
sugars group. Students also show low intake
of essential nutrients supplied by the vegetables
and fruits groups. Only 50.0% and 31.1%
of students incorporate these foods, respectively,
into their daily diet. It was noticeable
among the majority of students (59.1%) a lack
of concern regarding the nutritional value of
the food they eat daily. Conclusion: Better
knowledge of the eating behaviors of college
students is necessary to improve the
public-policy planning for the prevention of
chronic diseases. In addition, the integrated
work of nutritionists and bioanthropologists
in the area of collective/public health may be
fundamental to the comprehension and promotion
of change in eating patterns among
young students.
Objetivo: Descrever e analisar os
hábitos alimentares de uma amostra de
estudantes de ambos os sexos e diferentes
faixas etárias da Universidade Federal do
Pará (UFPA), campus de Belém, Amazônia,
Brasil. Introdução: Os hábitos alimentares são
construídos durante a infância e adolescência
e, com o ingresso na universidade, fatores
como ambiente social e conveniência
passam a condicionar fortemente estes
hábitos. Em geral, estudos no Brasil
demonstram inadequação do consumo alimentar de macro e micronutrientes entre
universitários, podendo acarretar prejuízos
futuros na saúde destes indivíduos. No
entanto, não há estudos sobre os hábitos
alimentares de estudantes universitários na
Amazônia. Métodos: Trata-se de um estudo
de delineamento transversal, qualitativo, em
que 22 estudantes de graduação da UFPA,
com idades entre 18 e 27 anos, selecionados
aleatoriamente no campus, responderam
a um questionário semiestruturado sobre
frequência e comportamento alimentar.
A amostragem foi encerrada usando a
técnica de saturação e a interpretação das
informações seguiu a técnica de análise
de conteúdo. Resultados: A maioria dos
universitários realiza suas refeições em
número e intervalo de tempo adequado,
correspondendo a parcelas de 54,5% e 59,0%
da amostra, respectivamente. No entanto,
destaca-se também o elevado consumo de
alimentos com alto teor calórico; 81,8% dos
jovens entrevistados ingeriam diariamente
alimentos per tencentes ao grupo das
gorduras, óleos e açúcares. Os estudantes
também apresentaram baixo consumo
de nutrientes essenciais ao organismo,
representados pelos grupos das hortaliças/
verduras e das frutas. Apenas 50,0% e 31,1%
dos jovens, respectivamente, incorporavam
estes alimentos na sua dieta habitual. Outro
achado importante é que a maioria dos
estudantes (59,1%) não se preocupa com o
valor nutricional dos alimentos na hora de
fazer as refeições. Conclusão: Um melhor conhecimento sobre o comportamento
alimentar dos universitários é necessário
para o planejamento de políticas públicas
de prevenção das doenças crônicas. O
trabalho integrado de nutricionistas e bioantropólogos na área de saúde coletiva
pode ser fundamental para a compreensão
e a promoção de mudanças nos padrões
alimentares entre os jovens universitários.
Objective: To describe and analyze
the eating habits of a sample of students of
both sexes and different age groups of the
Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém,
Amazonia, Brazil. Introduction: Eating habits
are developed during infancy and adolescence,
and with entrance into the university
factors such as social environment and convenience
begin to strongly condition eating
behavior. In general, studies of other regions
of Brazil show a quite inadequate consumption
of micro- and macronutrients among university students, which can be detrimental
to their health in the future. However, there
are no studies of eating habits of Amazonian
college students. Methods: The study design
was transversal and qualitative. Twenty two
randomly selected graduate students from
UFPA, between 18 and 27 years old answered
a semi-structured questionnaire designed to
investigate eating habits and frequency. The
sample was closed by the technique of saturation
and the answers were analyzed using
the technique of content analysis. Results:
The majority of college students interviewed
have meals in adequate numbers and time
periods daily, corresponding to 54.5% and
59.0% of the sample respectively. However,
most eat large amounts of foods rich in calories;
81.8% ingest foods from the fats, oils and
sugars group. Students also show low intake
of essential nutrients supplied by the vegetables
and fruits groups. Only 50.0% and 31.1%
of students incorporate these foods, respectively,
into their daily diet. It was noticeable
among the majority of students (59.1%) a lack
of concern regarding the nutritional value of
the food they eat daily. Conclusion: Better
knowledge of the eating behaviors of college
students is necessary to improve the
public-policy planning for the prevention of
chronic diseases. In addition, the integrated
work of nutritionists and bioanthropologists
in the area of collective/public health may be
fundamental to the comprehension and promotion
of change in eating patterns among
young students.
Objetivo: Descrever e analisar os
hábitos alimentares de uma amostra de
estudantes de ambos os sexos e diferentes
faixas etárias da Universidade Federal do
Pará (UFPA), campus de Belém, Amazônia,
Brasil. Introdução: Os hábitos alimentares são
construídos durante a infância e adolescência
e, com o ingresso na universidade, fatores
como ambiente social e conveniência
passam a condicionar fortemente estes
hábitos. Em geral, estudos no Brasil
demonstram inadequação do consumo alimentar de macro e micronutrientes entre
universitários, podendo acarretar prejuízos
futuros na saúde destes indivíduos. No
entanto, não há estudos sobre os hábitos
alimentares de estudantes universitários na
Amazônia. Métodos: Trata-se de um estudo
de delineamento transversal, qualitativo, em
que 22 estudantes de graduação da UFPA,
com idades entre 18 e 27 anos, selecionados
aleatoriamente no campus, responderam
a um questionário semiestruturado sobre
frequência e comportamento alimentar.
A amostragem foi encerrada usando a
técnica de saturação e a interpretação das
informações seguiu a técnica de análise
de conteúdo. Resultados: A maioria dos
universitários realiza suas refeições em
número e intervalo de tempo adequado,
correspondendo a parcelas de 54,5% e 59,0%
da amostra, respectivamente. No entanto,
destaca-se também o elevado consumo de
alimentos com alto teor calórico; 81,8% dos
jovens entrevistados ingeriam diariamente
alimentos per tencentes ao grupo das
gorduras, óleos e açúcares. Os estudantes
também apresentaram baixo consumo
de nutrientes essenciais ao organismo,
representados pelos grupos das hortaliças/
verduras e das frutas. Apenas 50,0% e 31,1%
dos jovens, respectivamente, incorporavam
estes alimentos na sua dieta habitual. Outro
achado importante é que a maioria dos
estudantes (59,1%) não se preocupa com o
valor nutricional dos alimentos na hora de
fazer as refeições. Conclusão: Um melhor conhecimento sobre o comportamento
alimentar dos universitários é necessário
para o planejamento de políticas públicas
de prevenção das doenças crônicas. O
trabalho integrado de nutricionistas e bioantropólogos na área de saúde coletiva
pode ser fundamental para a compreensão
e a promoção de mudanças nos padrões
alimentares entre os jovens universitários.