While the “Darwin Year 2009” celebrations take place world-wide and
answering to the challenge posed by Antropologia Portuguesa, the present work
aims to highlight the meticulous observation and innovative thinking by Charles
Darwin and simultaneously to describe some of the most significant bench mark
discoveries regarding primate evolutionary processes. I start by arguing that prejudices
are the main reason behind old and contemporary constraints to evolutionary
theory proposed by Darwin. Today, many of Darwin’s publications are still nuclear
milestones and represent some of the greatest ever contributions to science. Nevertheless,
due to prejudice and ignorance, the theory of evolution still struggles to be
accepted in certain forums. In the first part of this work I quote Darwin to illustrate
his visionary and advanced ideas regarding the origins and evolution of primates
(humans included). Although in the Victorian 19th century, Darwin’s thoughts about
other primates and specially humans can be considered prejudice free. The second
part of this works departs into a voyage to the past, millions and millions of years
ago, from primate ancestors until the appearance of the first hominines. Such short
and resumed voyage is backed up not only by describing evidences coming from
the fossil record but also using knowledge coming from Primatology and Ethnology.
This work ends with an also resumed description of chimpanzee behaviour, and social
organization as a referential model to enlighten the human evolutionary process.
Em plenas celebrações mundiais do “Ano de Darwin 2009” e respondendo
ao desafio colocado pela Antropologia Portuguesa, este trabalho pretende
realçar o pensamento inovador de Charles Darwin e, simultaneamente, descrever
algumas das mais significativas descobertas do registo fóssil de primatas. Assim,
este artigo não é um trabalho clássico de revisão bibliográfica ou um artigo com
uma estrutura frequente no mundo das revistas científicas que começa por colocar
hipóteses, descrever metodologia e resultados e termina com as habituais observações
finais. Em primeiro lugar o artigo debruça-se sobre a principal razão dos
constrangimentos antigos (e actuais) à teoria evolutiva proposta por Darwin. Nos
dias de hoje muitas das publicações de Charles Darwin continuam a ser marcos
científicos e representam uma das maiores contribuições de sempre para a ciência. Apesar disso, devido a preconceitos e à ignorância, a teoria da evolução ainda luta
para ser aceite em certos meios. Na primeira parte deste trabalho, Darwin é citado
para ilustrar o seu pensamento e ideias visionárias e avançadas para o seu tempo
sobre a origem e evolução dos primatas (humanos incluídos). Embora em pleno séc.
XIX, carregado de influência Vitoriana, os pensamentos de Charles Darwin, sobre
os outros primatas e, especialmente, sobre humanos, podem ser considerados livres
de preconceitos. A segunda parte deste trabalho parte numa viagem ao passado, há
milhares e milhares de anos, desde os ancestrais dos primatas até ao aparecimento
dos primeiros primatas bípedes. Esta curtíssima (e resumida) viagem é apoiada
não apenas em evidências vindas do registo fóssil mas também em informações
vindas da Primatologia e da Etnografia. Finalmente, este trabalho termina com
uma resumida descrição dos aspectos mais significativos do comportamento e da
organização social dos chimpanzés enquanto modelo referencial para iluminar o
processo evolutivo humano.
While the “Darwin Year 2009” celebrations take place world-wide and
answering to the challenge posed by Antropologia Portuguesa, the present work
aims to highlight the meticulous observation and innovative thinking by Charles
Darwin and simultaneously to describe some of the most significant bench mark
discoveries regarding primate evolutionary processes. I start by arguing that prejudices
are the main reason behind old and contemporary constraints to evolutionary
theory proposed by Darwin. Today, many of Darwin’s publications are still nuclear
milestones and represent some of the greatest ever contributions to science. Nevertheless,
due to prejudice and ignorance, the theory of evolution still struggles to be
accepted in certain forums. In the first part of this work I quote Darwin to illustrate
his visionary and advanced ideas regarding the origins and evolution of primates
(humans included). Although in the Victorian 19th century, Darwin’s thoughts about
other primates and specially humans can be considered prejudice free. The second
part of this works departs into a voyage to the past, millions and millions of years
ago, from primate ancestors until the appearance of the first hominines. Such short
and resumed voyage is backed up not only by describing evidences coming from
the fossil record but also using knowledge coming from Primatology and Ethnology.
This work ends with an also resumed description of chimpanzee behaviour, and social
organization as a referential model to enlighten the human evolutionary process.
Em plenas celebrações mundiais do “Ano de Darwin 2009” e respondendo
ao desafio colocado pela Antropologia Portuguesa, este trabalho pretende
realçar o pensamento inovador de Charles Darwin e, simultaneamente, descrever
algumas das mais significativas descobertas do registo fóssil de primatas. Assim,
este artigo não é um trabalho clássico de revisão bibliográfica ou um artigo com
uma estrutura frequente no mundo das revistas científicas que começa por colocar
hipóteses, descrever metodologia e resultados e termina com as habituais observações
finais. Em primeiro lugar o artigo debruça-se sobre a principal razão dos
constrangimentos antigos (e actuais) à teoria evolutiva proposta por Darwin. Nos
dias de hoje muitas das publicações de Charles Darwin continuam a ser marcos
científicos e representam uma das maiores contribuições de sempre para a ciência. Apesar disso, devido a preconceitos e à ignorância, a teoria da evolução ainda luta
para ser aceite em certos meios. Na primeira parte deste trabalho, Darwin é citado
para ilustrar o seu pensamento e ideias visionárias e avançadas para o seu tempo
sobre a origem e evolução dos primatas (humanos incluídos). Embora em pleno séc.
XIX, carregado de influência Vitoriana, os pensamentos de Charles Darwin, sobre
os outros primatas e, especialmente, sobre humanos, podem ser considerados livres
de preconceitos. A segunda parte deste trabalho parte numa viagem ao passado, há
milhares e milhares de anos, desde os ancestrais dos primatas até ao aparecimento
dos primeiros primatas bípedes. Esta curtíssima (e resumida) viagem é apoiada
não apenas em evidências vindas do registo fóssil mas também em informações
vindas da Primatologia e da Etnografia. Finalmente, este trabalho termina com
uma resumida descrição dos aspectos mais significativos do comportamento e da
organização social dos chimpanzés enquanto modelo referencial para iluminar o
processo evolutivo humano.